Tuesday, January 18, 2011
Decidi fazer isso, tendo em vista o ciclo de vida que estou para encerrar e o seguinte que está por começar. Parar de escrever no blog, seria apenas mais um marco dessa fase da vida.
Ontem um amigo me disse algo bem interessante e real: na internet, as pessoas podem ser quem elas quiserem. Obviamente, eu já estava consciente disso, mas ouvir essa verdade, ontem, me fez ter mais um motivo pra terminar com o blog. Quem gosta de mim, quem quer realmente saber quem sou, o que penso ou o que faço, vai ME procurar. E não vai seguir um blog escrito esporadicamente, apenas quando um coração agoniado ou absurdamente feliz quer ter voz. Simples, não?
Pena que num mundo todo "high tech", poucas sejam as pessoas que ainda apreciem um bom bate-papo de final de tarde, com amigos, sem fios, sem notebooks, sem internet... Um bate-papo real.
Uma pena que namorados não se falem mais por telefone e nem troquem cartas de amor. Uma pena, mesmo.
A internet veio pra deixar a vida mais prática (e porque não, divertida), mas nada, absolutamente NADA, substitui o contato real.
Adoro tecnologia, embora não seja grande conhecedora da mesma. Adoro escrever, embora não o faça com o esmero com o qual a arte merece ser representada... Mas, antes de mais nada, sou REAL!
Aos que acompanharam meu blog em algum período da existência dele, e compartilharam comigo, minhas alegrias e tristezas, obrigada!
Talvez, eu volte a escrever neste blog tão querido, algum dia... Mas por hora, é o momento de dizer "até mais".
Entretanto, reitero: Muito prazer, Aline!:)
Monday, December 13, 2010
Um pouco cedo pra uma retrospectiva, mas hoje fiquei com vontade de escrever a respeito. Talvez pela transição da pós para a "vida real" ou pelo encerramento de mais um ciclo de 12 meses mesmo.
Uma palavra pra descrever 2010 seria: apaixonante. Um bocado intenso também, devo confessar. Encontrei respostas que há muito tempo havia perseguido... Encontrei novos desafios... Encontrei obstáculos... Encontrei um furacão e por fim, a bonança... Em meio a tudo isso, como algo inevitável e inexplicavelmente especial, encontrei o Amor.
Para 2011, desejo apenas Saúde, Tranquilidade e Paz no coração...
Que tudo continue se encaminhando de forma positiva, por mais complicado que seja o momento e que, depois de discussões ou brigas, seja real me tornar alguém melhor e mais completa. Tanto no campo profissional quanto pessoal.
Desejo a todos um excelente final de ano :D
Tuesday, November 2, 2010
Ultimamente tenho refletido sobre algumas coisas e, pela primeira vez (talvez), sentido que agora, aos 26 anos, sou uma adulta feita e que é normal sentir medo de vez em quando.
E que as coisas nem sempre são como queremos...
E que precisamos dar o braço a torcer às vezes, bem como as pessoas à nossa volta também o fazem.
Pensei em deixar de escrever o blog, já que ultimamente ele tem sido mais em tom de "desabafo" do que qualquer outra coisa. Pensei "Por que não continuar escrever um diário? Dessa forma os desabafos ficariam restritos a mim". Mas são tantas boas lembranças que guardo nesse blog e tantos vestígios de uma Aline que hoje está diferente (e como é bom ver que tudo está lá, lá, lá longe, no passado!), que me fazem desistir de parar o blog, por mais "parado" que ele seja. Ele me traz paz, principalmente em dias como hoje que eu gostaria de escrever um monte e estou sem meu caderninho de pensamentos.
Reflexões à parte, que eu possa ter saúde, paciência e ternura para que eu possa tentar fazer os que eu amo e todos aqueles que necessitarem da minha ajuda, de alguma forma, felizes.
Termino o dia com essa reflexão. :)
Para finalizar, "Stand Alone", do compositor que eu admiro muitíssimo, Joe Hisaishi.
Boa noite, pessoal!
Wednesday, October 27, 2010
.*.Quanto mais aprendo sobre você, mais aprendo sobre mim!.*.
0 comentários Postado por 花積 às 12:06 PMO sentimento que fica no final da reflexão é um misto de amor e muita, mas muita gratidão... E paz no coração.
Que eu possa continuar a me tornar uma pessoa melhor e mais completa ao lado daquele que eu chamo de Amor... Errando, acertando, tropeçando, mas sempre, sempre aprendendo... :)
Tuesday, September 28, 2010
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar, duram uma eternidade.”
- Clarisse Lispector
Monday, September 27, 2010
O final de semana foi intenso e tive alguns momentos de reflexão. Bem positivos, eu diria. Gratas surpresas, releituras e coisas que ganharam novos significados.
O "resumo da Ópera"? É que, se há pouco mais de 2 meses eu achava que eu era feliz, agora eu sou MUITISSIMO feliz. :D
Saturday, September 18, 2010
Apesar de às vezes não parecer, tenho procurado refletir mais sobre minhas ações e até mesmo sobre meus próprios defeitos e limitações. A conclusão a que eu chego depois dessa tsunami de reflexões é que "sim, eu tenho defeitos" e, "sim! como é bom percebê-los e ter a oportunidade de corrigi-los ou ao menos suaviza-los".
Na facul/trabalho, tenho aprendido com as professoras, alunos e pacientes mais do que há algum tempo atrás. E é incrível como, por exemplo, os alunos e pacientes, deixa uma partezinha especial de si dentro do meu coração. E sou muito grata por ser tão afortunada...
Já na vida pessoal... É, estou aprendendo a ser uma pessoa melhor. É mais difícil do que eu imaginava que seria, mas acho que estou fazendo a home work direitinho. :D O bom é olhar pro dia anterior e conseguir dar risada sobre algo que te incomodava e hoje não te incomoda mais... Ou algo que você pensava/fazia de precipitado e na verdade só eram apenas peças pregadas pela imaginação. Melhor ainda é constatar que o amanhã será ainda mais feliz, mais fantástico e que terei a oportunidade de melhorar ainda mais :D Que a sensação continue assim, positiva...
Pra ouvir, "Con te partiro", de Andrea Bocelli... Simplesmente fabuloso! :D
Sunday, August 22, 2010
Escrever. Simplesmente veio-me esta vontade súbita, sem querer, sem ter um motivo, sem saber porquê. Deixo que o lápis deslize livre sobre o papel, rabiscando sentimentos que parecem ter vida própria. São palavras ditadas talvez não pela razão, mas sim pela emoção. E é certo de que mesmo na dissertação mais rigorosa em sua forma, dita perfeita, seu autor teve que incorporar o tema em seu eu para desenvolvê-lo.
Aos poucos as letras se enfileiram, palavras se agrupam de modo ordenado, sem nexo (quem sabe?), mas isso não importa muito agora. Depois de feita a frase, a gramática a corrige. E essa é uma das graças de escrever. Pode-se trocar palavras de posição, frases com novos significados são formadas... que linda é nossa língua! Este não é um manifesto de amor ou paixão à língua portuguesa, não é essa a minha intenção maior. Diria talvez um desabafo. Sim, um desabafo. Eis uma definição ideal. Sinto-me triste quando ouço alguém dizer que “não vê graça” ao ler livros ou que detesta produzir textos: dizem isto porque não descobriram o alívio que traz ao coração o fato de se escrever desenfreadamente tudo que vem dele num pedaço de papel, guardá-lo e, após algum tempo, ao lê-lo, rir de um mal estar passageiro, por exemplo, ou relembrar uma alegre situação. Pode-se escrever um poema, compor uma canção (e estamos tão carentes de belos versos...). Escrever pode ser também um ato de cidadania. É uma forma de dar voz a opiniões, sugerir, criticar, argumentar. Escrever pode transformar palavras soltas no pensamento em lindas declarações de amor. Não se tem notícias de cartas de amor escritas ou recebidas por enamorados nestes últimos tempos. Parece até que elas só existem em certos contos de fada, ou naquelas historinhas super açucaradas que chegam aos nossos ouvidos de vez em quando.
Escrever é lidar com o mundo, é abraçá-lo. É unir, é criar, é fazer arte. É disso que as pessoas se esquecem. Existe uma desvalorização daquilo que preserva e sempre preservou a História da humanidade: a escrita. Se não soubermos quem somos, como iremos nos desenvolver?
Não sei se alguém lerá isto. Desejo que alguém o faça antes desta folha se queimar e virar apenas cinzas, átomos de carbono unidos ainda por alguns instantes antes de se desagruparem com a ação do vento. Desejaria que esta folha caísse nas mãos de uma criança, e na sua inocência infantil , fizesse desta um aviãozinho de papel, daqueles que aprendemos quando pequeninos. E feito isso, que uma leve brisa o carregue até pousar nos olhos de alguém que como eu, ainda acredita no poder das palavras.
14/10/2002
Saturday, August 21, 2010
Me peguei num dilema sobre a definição disso, não literalmente falando, mas em termos pragmáticos mesmo.
Minhas reflexões podem se resumir a:
1) Ser inédito, não significa ter sido o primeiro. Este pode ter várias reedições, assim como aquele, mas o significado deles em cada situação muda. Exemplifico: ao longo da vida, você conversa com muitas pessoas. Certamente, aquela que você encontrará na fila da padaria, não será a primeira com quem você conversou na vida, mas a conversa com ela será a primeira com aquela pessoa e inédita, pois é uma experiência nova, afinal de contas, trata-se de uma pessoa: com seus sentimentos, pensamentos e manias. O resultado disso, pode ser ou não feliz. Depende da vibe de ambas as partes.
2)Defina "primeiro". Pois bem... "Primeiro" é, aquilo que embora não necessariamente inédito na sua vida como um todo, é "inédito" para aquela situação e pessoas envolvidas.
Prolixo e confuso? Talvez.
O que concluí é que, experiências anteriores a algo, fatalmente existirão. Mas que isso não fará que não existam novos "primeiros", novos "inéditos", sobre essas mesmas experiências, porque cada um é cada um e cada situação é uma situação... Ser "primeiro" e "inédito" é algo que já está implícito em qualquer coisa nova. Imagina só que chato seria se tudo fosse igual sempre, com tudo e todos?
No final das contas, estamos cercados de novas descobertas, a todo momento. O verdadeiro desafio é conseguir ser sempre "inédito"... Principalmente quando (e com quem) se ama.
E pra você? O que é ser "inédito"?
Tuesday, August 17, 2010
Composição: Renato Russo
Gosto de ver você dormir
Que nem criança com a boca aberta
O telefone chega sexta-feira
Aperto o passo por causa da garoa
Me empresta um par de meias
A gente chega na sessão das dez
Hoje eu acordo ao meio-dia
Amanhã é a sua vez
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você.
Temos que consertar o despertador
E separar todas as ferramentas
Que a mudança grande chegou
Com o fogão e a geladeira e a televisão
Não precisamos dormir no chão
Até que é bom, mas a cama chegou na terça
E na quinta chegou o som
Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo
E até que é fácil acostumar-se com meu jeito
Agora que temos nossa casa
é a chave que sempre esqueço
Vamos chamar nossos amigos
A gente faz uma feijoada
Esquece um pouco do trabalho
E fica de bate-papo
Temos a semana inteira pela frente
Você me conta como foi seu dia
E a gente diz um pro outro:
- Estou com sono, vamos dormir!
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você
Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor
